Comentário do adido de imprensa da Embaixada

Prestámos atenção ao artigo intitulado “Rússia mostra poderio militar em exercício inédito” e publicado no “Jornal de notícias” a 11 de setembro.

Não podemos concordar com as conclusões do observador russo Pavel Felguengauer, reproduzidas no jornal, quanto aos objetivos do exercício militar “Vostok-2018” que decorre de 11 a 17 de setembro na Rússia com a participação dos militares da China e da Mongólia.

Na verdade realiza-se uma verificação planeada do nível real do treinamento das grandes unidades militares que possa ser examinado só através do exercício dessa escala.

A parte russa tem destacado isto repetidamente, assumindo, em geral, uma posição muito transparente em relação aos exercícios. Em particular, no que diz respeito à NATO, Moscovo prestou toda a informação bem detalhada sobre as manobras aos representantes dos países-membros da Aliança do Atlântico Norte antecipadamente, ainda em maio de 2018, no decorrer da reunião do Conselho Rússia-NATO. Convidou também adidos militares dos países da NATO e de outros parceiros para observarem o exercício militar (segundo a informação atual, vão visitar o exercício “Vostok-2018” no total 91 observadores de 57 países, bem como da Missão militar de ligação da NATO e da Representação da UE na Rússia). 

Entre as declarações recentes pode ser mencionado o briefingpor Valeriy Gerasimov, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Federação da Rússia, organizado no dia 6 de setembro para adidos militares de países estrangeiros e para os meios de comunicação social, durante o qual foi sublinhado que “as manobras não são dirigidas contra outros países e estão em conformidade com a nossa doutrina militar que tem um caráter defensivo”.